Terras Jurassicas

Terras Jurassicas
Quando Eles Mandavam

4 de outubro de 2014

Brasil: Terra de Predadores Gigantes?

Carcarodontossaurídeos em Território Brasileiro.

Interrompendo os post da séries "E Se..." (mesmo havendo alguns dinos fictícios a serem postados, uma interrupção muito devido a fraca repercussão), vou abordar um tema que há quase um ano estou com o post preparado, mas só agora tive tempo para me dedicar ao mesmo: Grandes Carnívoros no Brasil. 

Parece que, finalmente, o Brasil, além da América do Sul como um todo, foram incluídos no Mapa dos Grandes Dinossauros Assassinos.

Até uma década atrás, pouco se sabia sobre grandes predadores caminhando sobre Vales, florestas ou savanas Pre-históricas Brasileiras.

Apenas outros continentes ou países tinham seus monstros carnívoros.

Na América do Norte, tinhamos o super famoso Allosaurus, o poderoso Saurophaganax, além do Acrocanthosaurus, e um grupo em particular de dinos muito famosos, tanto pelo tamanho quanto por sua potência, os Tiranossaurídeos, como Albertosaurus,  Daspletosaurus e Tyrannosaurus, além de outros, menores. 

Na África, tinhamos o Suchomimus, o Spinosaurus e o Carcharodontosaurus, além de outros como Afrovenator e Deltadromeus, ou até mesmo o Baharijasaurus.

Na Europa, o Megalosaurus e o Baryonix. 

Na Ásia, o Yangchuanosaurus e o perigoso Tarbosaurus. 

Mas e a América do Sul? E o Brasil?

Era fato que os primeiros dinossauros (os mais antigos) eram daqui, da América do Sul, tanto o Eoraptor lunensis (Argentina) quanto o Staurikosaurus pricei (Brasil). Mas em termos de tamanho, não tinhamos nada tão impressionante, muito embora o Pyatnizkisaurus e o Abelisaurus fossem potenciais animais poderosos Sulamericanos. 

Há alguns anos descobriram o Pycnonemosaurus nevesii, mas eles não tinham o porte necessário para se comparar com os maiores predadores.

Outro, muito diferentes, como o Carnotaurus sastrei já haviam sido encontrados por aqui. 

O Carnotauro, um dos mais famosos predadores sul-americanos.
Porém, existiam dúvidas à cerca de seu tamanho. Alguns afirmam que era um carnívoro de porte médio (cerca de 7 ou 7,5 metros de comprimento), enquanto outros, que era de porte grande (11 a 12 metros de comprimento). 

Foi então que novos indícios e fósseis surgiram. 

De 1993 para cá, o achado do Giganotosaurus carolinii, na Argentina, trouxe um novo panorama e dinâmica não apenas na forma de se entender e ver o hábito destes grandes carnossauros, como colocou também a América do Sul no Mapa dos Grandes Dinos Assassinos, além de perigosos e enormes.

Enquanto isso, na África era encontrado um enorme Carcharodontosaurus saharicus, do mesmo porte do Giganotosaurus, ambos com cerca de 13 metros de comprimento.

Ambos os animais despertaram a atenção por apresentarem porte e robustez comparáveis ao cruel e enorme Tyrannosaurus, de pelo menos 13 metros e 8 toneladas. 

Outro fato importante foi a comprovação, com o achado de animais extremamente semelhantes na África e na América do Sul, de que ambos os continentes estiveram ligados por mais tempo do que antes se pensava. 

Fora o fato de que já haviam sido encontradas pegadas, vestígios e outros rastros de  animais carnívoros grandes, mas nunca encontrados fósseis completos ou registros mais precisos.

Em nosso amplo e vasto território, nos últimos anos foram encontrados animais interessantes, além de magníficos. 

Como exemplo, o Angaturama limai, um espinossaurídeo pequeno, além do Pycnonemosaurus nevesii (que mencionei acima), um carnívoro de porte médio, talvez maior do que o próprio Carnotaurus. 

Pycnonemosaurus: Predador Médio "Made in Brazil".
Entre tais animais, nenhum despertava tanta atenção no quesito tamanho ou força, já que o Angaturama mesmo pertencente a uma família de grandes animais era pequeno quando comparado aos membros maiores, como o Spinosaurus aegypticus, de pelo menos 15 metros de comprimento e 5 toneladas. 

Já o Pycnonemosaurus, apesar de provavelmente feroz, além de assustador, possuía um porte próximo ao Carnotaurus e ao Abelisaurus. 

Certo tempo depois, foi encontrado o Mapusaurus rosae e o Tyrannotitan chubutensis, ambos alardeados como monstrengos assustadores, maiores até do que o Tyrannosaurus e Giganotosaurus. 

Todos os quatro, Carcharodontosaurus, Mapusaurus, Tyrannotitan e Giganotosaurus pertencem ao grupo dos Carcarodontossaurídeos, sobretudo o Mapusaurus e o Giganotosaurus, que de tão parecidos, foram enquadrados em um grupo ainda mais específico, conhecido como Giganotosaurini. 

Tais animais possuiam corpos grandes, fortes e osso pesados, pois tinham um aspecto fisiológico e razão de crescimento mais próxima dos répteis do que das aves, enquanto que animais como o Tarbosaurus ou o Tyrannosaurus tinham fisiologia e crescimento na mesma razão das aves,  ou seja, possuíam ossos mais leves, a despeito de uma massa muscular maior e tamanho igual ou superior aos anteriores. 

Atualmente, descobriu-se que tinham um porte próximo, mas menor, principalmente o Mapusaurus, que era bem mais leve, sendo o Tyrannotitan mais pesado, mais primitivo e um pouco mais comprido que o Mapussauro. 

Mas o bestiário brasileiro apenas viria a ser expandir.

Foi então que surgiu o Oxalaia quilombensis, um Espinossaurídeo que supera não somente o Baryonix quanto o Suchomimus, mas que rivaliza em tamanho com  monstros famosos como o Tyrannosaurus, Tarbosaurus, Giganotosaurus e Carcharodontosaurus. 

Sendo tão parecido com o Spinosaurus, e pertencendo a família do mesmo, mais uma vez se comprova que os animais da África e da América do Sul, tinham muito em comum: Eram grandes carnívoros pertencentes a um dos Grupos que apenas haviam sido encontrados África adentro e somente lá, isoladamente. Mas voltando ao Oxalaia.

Tal besta incrível possuia cerca de 4 metros de altura, 5 toneladas e um comprimento de pelo menos 12 metros, podendo exceder e chegar aos 14 metros, tanto quanto um Tyrannosaurus rex ou Giganotosaurus, porém mais esguio e frágil que ambos.  

Oxalaia: Maior Dinossauro Carnívoro Brasileiro?

Porém, nos últimos tempos foram divulgadas notícias de que foram encontrados fragmentos de um
animal pertencente à família dos Carcarodontossaurídeos, porém, não se sabe, ao menos ainda, precisar qual animal seria, se um já conhecido ou algum novo.

Fato é que o animal, chamado por alguns de "Carnívoro/Monstro Caipira", com dentes de 13 cm de altura e prováveis 13 metros de comprimento, poderia ser um dos maiores predadores a caminharem pela Terra.

Imagem publicada na Folhapress, sobre a descoberta do novo gigante brasileiro.
Fragmentos da mandíbula do animal.

Comparação de outros gigantes para com o Carcarodontossauro brasileiro.
Já imaginaram o Brasil no passado sendo uma Terra de gigantes predadores? 

Os mais famosos dinossauros africanos
Enfim, se a África tinha seu Espinossauro e seus Carcarodontossauro, nós, do Brasil, não ficamos para trás defronte as novas descobertas e também temos os nossos, que, se não mais famosos e nem maiores, provavelmente tão poderosos e perigosos quanto os predadores africanos pré-históricos.  

E Se...(parte 6)

Após bastante tempo, continuando a série de dinossauros fictícios "E Se...", hoje trago a evolução dos Triceratopos, o RHYNOCERATOPS.

Nome: Rhynoceratops grandis 
Significado: Rosto com Chifre Nasal
Época: 65-55 MAA
Tipo: Ceratopssaurídeo
Tamanho: 10 m de comprimento, 4.5 metros de altura
Peso: 10 toneladas
Alimentação: herbívora.

Características e Histórico:
Este Ceratopssaurídeo possui apenas dois chifres, o mais longo
com pouco mais 1.5 m de comprimento por cerca de 80-85 cm de diâmetro. 

Um deles está sobre o focinho, e o outro, bem no meio da cabeça, e da testa, 
sendo menor.

Com o passar dos milhares de anos, os Tricerátops, mesmo sendo
poderosos e resistente, vez ou outra acabavam virando refeição dos
carnívoros grandes e temidos do final do Cretáceo.

Desta maneira evoluíram de forma que o chifre nasal acabou crescendo tanto,
ficando mais comprido, que os dois córneos na cabeça, acima dos olhos,
tornaram-se sua segunda arma, pois quando era atacado, ele poderia se defender,
ao mesmo tempo que manteria uma distância segura do predador, causando-lhe
sérios danos na região abdominal. 

Apesar de ter crescido, o Rhynoceratops, mesmo sendo mais comprido, tinha
peso parecido com o do Tricerátops, o que o deixava ainda mais rápido nas
investidas e tornava sua fuga certamente mais eficaz. Além disso tudo,
ele ainda havia ficado mais alto com a evolução do passar de milhões de anos,
o que tornaria mais difícil um predador menor saltar em suas costas, além de 
dificultar também a vida dos maiores predadores.

Porém, apesar dos chifres, quando filhotes, eles nascem com um verdadeiro "colar de
espetos", feitos de queratina (tal qual o bico de algumas aves), 
com cerca de 50 ossos pontiagudos, que serviam para proteger tal animal quando
filhote, de seus predadores naturais, como o Atroxsaurus ou os bandos
de Dragoptors.